Sep 22, 2008

mudança

para aqui

Sep 12, 2008

ai eu e as velharias




ai eu e as velharias ai eu e as velharias ai eu e as velharias ai eu e as velharias

Sep 9, 2008

ai ai ai

que eu só penso em comida.
e vai daí e encontro esta delícia de blog.

Sep 7, 2008

gorda

estou gorda como nunca estive.
e não tem nada a ver com a gravidez, com o pós parto, que isso tudo já lá vai.

tenho muita celulite.
estou flácida.
tenho os braços como chouriços.
a barriga está ao pendurão.
e não há soutien que me assente.

sinto-me mesmo mal.
pior que tudo, tenho o colesterol alto, e pior ainda é que pode ser uma questão genética.
não faço exercício.
sou uma bomba prestes a rebentar.

estou aflita porque a minha vontade aponta na direcção contrária e eu tenho mesmo de fazer alguma coisa.
dia 15 de Setembro começo a hidroginástica, escolhi esta modalidade porque nunca a pratiquei.
a ver se não desisto logo.

ai "eu"!

Sep 5, 2008

"grande bruta"

eu devo ser a mãe mais bruta da história das mães.
enquanto leio relatos de mães angustiadas por deixarem os seus filhos nas creches e escolinhas, aqui a bruta não tem a mesma opinião.

a R. voltou à creche, para uma sala nova, com alguns coleguinhas novos, e outros que a acompanham desde o berçário.
depois das férias não é fácil, mas eu sou da opinião que a creche lhes faz muito bem.
organiza-lhes o dia, cria rotinas, convívio, tantas coisas boas que eu nem penso, por um minuto, que lhe possa ser prejudicial, por isso não me custa nada deixá-la lá, ainda que choramingue um bocadinho de manhã, à tarde encontro sempre uma menina feliz e sorridente.
será preciso mais?

na volta à creche só me preocupava a alimentação, porque a partir de agora é a comida do colégio, no refeitório.
é claro que o primeiro dia correu muito mal.
ao almoço nem uma colher lhe conseguiram dar.
ao lanche derem-lhe 2 papas, tal era a fome.

contei à pediatra.
e decidimos assim, à maneira antiga, como a minha avó fazia.
se não quer, não quer.
tudo bem, não se insiste.
mas ao lanche, aquilo que vai comer é o que recusou ao almoço, sem vacilar.
a fome é boa conselheira.

resultou.

até agora come tudo, na hora certa.

as crianças são muito espertas.
imaginem: se não quer sopa não come porque sabe que passadas umas horas lhe dão uma bela papa doce.
nem pensar.

resultou.

e ela está uma menina crescida.

Sep 4, 2008

4



Foi há 4 anos.

Chovia como hoje.

À tarde um sol radioso.

Uma noite quentinha e muito divertida.

Aug 16, 2008

férias

por terras do algarve.
como sempre, desde sempre.

depois dos dramas capilares...
já só espero que o meu cabelo cresça e "prontos".

depois dos dramas na vizinhança...
nunca mais ouvi um barulhinho que seja.
parece que resultou chamar a polícia.

depois de muito trabalho...
depois das férias ainda mais me espera.

cá estamos de férias por terras de figueiras e alfarrobeiras.
será que se eu apanhar as alfarrobas que por aqui proliferam fico rica?
vi alfarrobas à venda, em terra de alfarrobeiras (é só apanhar da árvore) a 0,10€ cada ?!

a net é lenta, muito lenta, a rede é fraca...
no regresso a Lisboa uma promessa de actualizar mais o blog, de dar vida a mais narigudas*

até já

Jul 2, 2008

depois de tudo



o que já lhe fiz

depois do mal que o tratei

depois de um bom corte que devia ter sido ainda mais radical

eu já só o queria hidratado, brilhante e macio

mas como?

Jun 27, 2008

de faca e alguidar

ou o filme de terror que se passa por cima da minha cabeça.

de há uns tempos para cá, por cima de mim há discussões absolutamente inacreditáveis entre um casal (que já não é novo).

chegou ao ponto de eu ter que chamar a polícia às 11 da noite tal era a gritaria.
mas o pior desse dia era a linguagem utilizada pela mulher para ofender o homem, que pelos vistos é alcoólico.
ainda que eu não quisesse (PORQUE NÃO QUERIA!!!!) fiquei a saber horrores do homem (ou pelo menos a rica opinião da sua mulher)!
nessa noite a polícia veio, mas chegou tarde demais e já não ouviu nada, portanto nem chegaram a ir a casa das criaturas.
nessa mesma noite ainda tive que voltar a chamar a polícia que já não apareceu.

o que oiço sempre é uma mulher aos gritos, furiosa, nunca oiço voz de homem, portanto nem sei se a louca está aos gritos para o telefone.

mas o pior estava para vir.
numa destas tardes, estava em casa a trabalhar, durante a tarde, quando oiço umas pancadas bem fortes.
não liguei porque a minha rua está em obras, portanto calculei que fosse isso.
para mal dos meus pecados, não eram as obras.
após as pancadas oiço uma porta a abrir e gritos estridentes de mulher a dizer que a estavam a matar, A MATAR!
eu em PÂNICO, já a ver o pior cenário corro para o telefone (que nestas alturas desaparece sempre...) enquanto oiço mais pancadas, a porta a abrir e a fechar (eu já imaginava o cenário macabro de uma mulher esfaqueada, a esvair-se, as sirenes, a polícia) e o silêncio absoluto!
foi aqui que fiquei toda a tremer porque achei mesmo que já estava morta, e bem morta!
lá chamo a polícia ( que demora sempre ou pelos menos parece...), telefono ao G. ( que ainda por cima goza) que não valoriza o terror por que eu estou a passar, telefono à minha prima R. que me tenta acalmar, ando de um lado para o outro, eu e os gatos ( que ouviram tudo e também se enervaram), sair de casa nem pensar, podia o assassino estar na escada... o drama o horror durante para aí 20 minutos!!
de repente a mulher recomeça a gritaria... bem ao menos estava viva.

chega a polícia.
batem à minha porta, eu explico, entram para tentarem ouvir alguma coisa de minha casa, e sobem ao piso do terror.
a mulher continua aos gritos, sempre ela nunca ele (se é que ele existe, já me passou isso pela cabeça!), lá abre a porta aos polícias e acaba com a gritaria.

entretanto começo eu a pensar e se ela fica enraivecida por eu ter chamado a polícia e se quer vingar de mim????
mas ela não sabe quem chamou a polícia... pois, não é bem assim!
após falarem com a desvairada, o que é que os 2 polícias decidem? Vir de novo a minha casa descrever a ocorrência!

Relato:
- A senhora diz a discussão era ao telefone (Então e os gritos que a queriam matar????);
- Que não era violência doméstica (nem os polícias acreditaram nesta versão);
- E que já estava tudo bem ( até à próxima vez).

Fiquei de telefonar de novo para a polícia, assim que haja uma discussão.
E com a sensação que há quem queira viver numa base de violência e discussões, que eu muito honestamente não entendo.
Agora o que eu não tenho, nem as outras pessoas do prédio, é de conviver com o mau estar entre este casal.
Depois do que eu ouvi, que nem sequer aqui escrevo, palavras e frases tão ofensivas, não sei como continuam juntos.
O que é certo é que desde esse dia nunca mais ouvi um som que fosse.

E mais uma vez se confirma, no meu prédio vivem pessoas de classe média, estudantes, reformados, pessoas com alguma formação, não são miseráveis, nem este é um bairro problemático, e no entanto há violência.

Nota: Já me cruzei com ela no elevador, sempre muito educada e simpática, mas sempre de óculos escuros (não quero imaginar porquê!).

Por agora tudo calmo.

Jun 25, 2008

hoje

faz 9 meses.

já dança.

se ouve uma música ou se lhe canto, dança.

Jun 24, 2008

9 fora 9 dentro

9 fora tudo.

já não sei se parece mais tempo quando estão na barriga ou se passa num instante quando estão cá fora.

9 meses.

de tudo.
de tudo diferente.
quase como acordar num outro planeta, numa outra dimensão.
um mundo paralelo, igual ao que era, mas nunca mais o que sempre foi.

9 meses.

de novidades.
de ti, de mim, de nós.

9 meses.

agora já tão diferente da migalha que era.
minima, muito magrinha.
continua magrinha e muito comprida.
continua sem apetite, ou então é de apetites, porque umas vezes parece que virou comilona.

9 meses.

já fala.
diz olá, papa, e mais umas quantas palavras indecifráveis mas intencionais.
acompanha quando lhe canto imitando os sons que ouve quase na perfeição (o "ah ah ah minha machadinha" é a preferida).

9 meses.

reconhece todos os espaços que gosta.
quando chegámos a casa das mini férias de junho gritou de alegria ao ver os gatos e a sua casa.

9 meses.

está crescida.
quer pôr-se de pé.
quer mexer em tudo.

9 meses.

nem um dente.

9 meses.

de mãe que ainda tem alguns momentos de desespero, mas que agora já percebeu que o melhor é ir-se habituando porque quando finalmente respirar de alívio a "criança" está-lhe a pôr um neto no colo e a pedir ajuda.

9 meses.

às vezes chata, às vezes birrenta.
na maioria das vezes de sorriso de orelha a orelha.

9 meses.

de noites bem dormidas.
só tivemos em 9 meses 2 noites más, ou menos boas, por causa de um nariz ranhoso.
sempre dormiu bem.
nunca foi preciso adormece-la, basta deitá-la na sua cama.

9 meses.

de mãe, de pai, de filha.

9 meses.

temos uma menina linda!

Jun 23, 2008

apaguei todas as fotos

porque não gosto de ficar a pensar que podia ter feito o que já devia ter feito.

decidi que não publico mais fotos da R. aqui no blog.

no flickr também já só estão acessíveis para amigos.

a única razão que me leva a fazer isto é porque cheguei à conclusão que um dia ela pode não achar graça nenhuma (até podia ser o contrário, ela um dia me dirá).

mas também decidi manter o blog, até porque já não conseguia deixar de aqui vir e daqui partir para ler outros tantos de que tanto gosto.

E para as "Manas" Ranha: obrigada pelos comentários e por terem sentido a nossa falta, não deixámos nunca de vos ler e visitar no flickr, temos é muito menos tempo para poder comentar.

Jun 20, 2008

este blog

está ao abandono.
este também.

a vontade de continuar é muito pouca.
mas tenho pena de o apagar.
nem sei se podia gravar todos os textos para o meu pc... de uma forma rápida, claro.

tenho muito e tenho pouco para escrever.
de há uns tempos para cá fui conhecendo caras que são leitores deste blog (!)
parece contradição, mas agora tenho cada vez menos vontade de escrever as nossas peripécias, porque me parece estranho que alguém nos queira ler, mesmo pessoas que não estão muito familiarizadas com o universo bloguista.

privatizar é uma ideia que não me agrada, sobretudo porque teria que escolher os leitores, e isso é muito estranho.
não julgo ser esse o objectivo de ter um blog.

depois a questão das fotografias dos filhos... sinceramente não penso muito nisso, já publiquei imensas, não posso viver com medo de tudo, nem quero viver com medo de tudo, e parece-me que a partilha de informação que está na base da internet tem de ser preservada ainda que o mundo esteja cheio de loucos virtuais ou bem reais.

por estes dias apetece-me apagar o blog, é a minha velha mania das "limpezas", estou sempre a pensar que está tudo aqui "desarrumado" e que tenho que fazer algo.

sendo assim, e depois de tanto tempo sem escrever, se sobrou algum leitor será possível dizerem-me se posso gravar o blog para o meu pc de uma forma rápida, com fotografias e tudo?

May 5, 2008

castanho



outra vez.
não aguentei ver-me loura.

anos e anos depois de muitas madeixas louras, de até ter nascido muito loura, descubro uma morena dentro de mim e já não me apetece o cabelo claro.

claro que depois da fortuna gasta no cabeleireiro nas últimas semanas, virei morena no "Pingo Doce" por 7,90€.

Apr 29, 2008

castanho, ruivo, platinado, às manchas



o meu cabelo nos últimos dias.
o drama capilar pelo qual passei ou a mania de inventar, quando devia estar muito sossegada.

o meu cabelo, já de si um tufo encaracolado meio juba meio choque eléctrico, indomável, rebelde, que me dá um ar desgrenhado, já foi de várias cores, sempre nos tons loiros, mas espaçados no tempo, NÃO NUMA SEMANA!

há cerca de 2 anos decidi que "nunquinha" mais eu faria madeixas (ou nuances ou pintar), agora iria ser uma feliz cabeça de tom natural.
e de há uns tempos para cá eu estava feliz com o amarfanhado de cabelos castanhos que me emolduram o rosto.
estava...
porque depois do parto, os meus cabelos decidiram não mais viver na minha cabeça, e assim começou a fuga da minha farta cabeleira.
caiu, caiu, caiu... a preguiça faz-me coleccionar ampolas capilares que não vão estar noutro sítio senão na caixa, na casa de banho, até ao dia que forem para o lixo.
para além de uns fiozinhos brancos que começaram a criar raízes cada vez mais fortes ao pé das orelhas.

então uma bela manhã achei que estava na hora de voltar às toucas e pratas, às tintas e descolorantes, e lá fui eu ao cabeleireiro.
ao último salão (adoro este nome pomposo) onde deveria ter ido, mas fui.
e nem o facto de a "designer de cabelos" ser estrangeira e não perceber metade do que eu disse me demoveu.

a meio do processo eu devia ter desconfiado quando a gentil nórdica fez uma careta ao espreitar para dentro das pratas, mas já estava e eu atrasadíssima só me queria despachar.
quando terminou eu estava RUIVA!
(eu pedi loiro, assim só uns fiozinhos, como se tivesse sido o sol, mais para as pontas...)

aguentei uma noite.
de cada vez que me via ao espelho, parecia que tinha uma touca alaranjada agarrada ao meu couro cabeludo.

de manhã fui a outro cabeleireiro.
um de bairro, tradicional, onde até há uma rica cadeira que faz massagens, pedir que me salvassem do pesadelo em que me encontrava.
muitos ahs de espanto depois (parece que a nórdica me encheu de manchas disformes em vez de madeixas bem feitinhas) lá deram início a mais uma sessão de pratas.

quando terminou eu estava LOIRA PLATINADA!
(eu pedi, que por favor me escurecessem o cabelo e me fizessem só uns fiozinhos, como se tivesse sido o sol, mais para as pontas...)

aguentei uma noite.
de cada vez que me via ao espelho, parecia que tinha posto a cabeça na lixívia.

na manhã seguinte fui ao mesmo cabeleireiro pedir que fizessem, POR AMOR DA SANTA, umas quantas nuances castanhas para disfarçar... eu juro que até na creche da R. me olharam de lado quando me viram "BLONDIE".
lá me fizeram o que pedi.

quando terminou eu estava 3 MADEIXAS MENOS LOIRA PLATINADA!
(as cabeleireiras não entendem que possa existir alguém no mundo que queira fazer nuances castanhas, não dá, para as suas cabecinhas amadeixadas só existe um tom de madeixas para um cabelo do tom do meu, loiras)

aguentei dias.
até porque com tanta ida ao cabeleireiro, o meu cabelo andou disfarçado de liso.
o pior foi quando o lavei e já não tive paciência para o esticar.
e logo num dia em que fui passear ao Guincho!
em dia de vento, no Guinho, a minha trunfa à solta!
loira platinada e 3 madeixas mais escuras, caracóis indefinidos num emaranhado cheio de volume, no Guincho, em dia de vento!
e lá fui eu a outro cabeleireiro, este dos mais conhecidos de Lisboa, a estação de serviço dos cabelos, onde eu já ía com a minha mãe em criança, e que merece um post por si só.
expliquei a odisseia de tons, e lá tentaram resolver.
resolveram, está um bocadinho melhor, o tom mais escuro, mas ainda com madeixas claras, assim numa espécie de "tigress", porque se se olhar bem tenho cabelos castanhos, ruivos, loiros, laranja, ah e 2 madeixas já muito palidamente rosas (sim da primeira vez cometi a loucura de as fazer... sem explicação).

se eu tivesse muita coragem, rapava.
se eu tivesse coragem cortava "à rapaz"
se eu jurasse esticar para sempre o cabelo, cortava pelas orelhas.
por agora vou aguentar.

(e ler este post da próxima vez que me passar pela cabeça ir ao cabeleireiro)

notas finais:
- eu nem gosto de ir ao cabeleireiro, 5 minutos depois de lá estar farto-me, arrependo-me sempre, mas não aprendo.
- a fotografia que ilustra o post foi tirada na esperança de "eu não estou a ver bem e se calhar não está assim tão mal", mas esticadinho e penteado é outra coisa e a foto não é assim tão realista.





Apr 13, 2008

quase 7 meses



não tarda faz 7 meses.
cresceu.
assim de repente.
já brinca muito.
"fala" que se farta.
chama por nós.
e eu acho que ela ainda não precisa de sapatos.
mas estes são o máximo, herdou-os da amiguinha M.
ontem andámos a treinar por casa, para ver se consegue ir à rua e não os perder.

Apr 11, 2008

muito mal habituada



de 1.9 TD 150 CV
para 205-junior-nem-sei-se-terá-um-pónei-sequer.

não temos direito a carro de substituição, o carro que eu entretanto vou comprar ainda não está disponível e alugar um não se justifica havendo substituto.

é é assim que o Queijinho volta à carga.
o Queijinho (ou Queijolas) é um carro mítico.
acompanhou a minha irmã durante cerca de 10 anos, há 10 anos veio para mim.
na altura já era velho.
acompanhou-me durante os anos da faculdade, carregou maquetes, colegas, papelada, aguentou-se sempre bem.
quem me conhece, conhece o Queijinho.

há uns 2 anos desisti de andar com ele, porque comecei a trabalhar no centro da cidade e andava de metro para todo o lado.
e porque o Q. começou a ter ataques e chiliques.

houve alturas em que pensei que estivesse possuído por uma alminha porque um dia à porta do Minipreço estacionei, tirei a chave da ignição e o Q. continuou ruidosamente a trabalhar.

mas esta semana voltou à carga, para me vir salvar.
amanhã vou mesmo para Mafra com ele, mas não estou a achar graça nenhuma.
quem o adora é a R.
vai ao meu lado, o que por si só é uma festa.
abana muito mais que o do pai.
cada solavanco uma gargalhada, duas gargalhadas, porque eu começo logo a rir (para disfarçar o embaraço se alguém olhar para nós)

eu sei que o que interessa é que ande.
mas habituei-me mal, porque durante algum tempo só conduzi os carros do G.
e eu que até era croma dos "xanatos" e defendia a classe.
mas quem aguenta de manhã?
para pôr a trabalhar tenho que ligar o ar, parece que vamos levantar vôo ou explodir a qualquer momento, tal é o barulho!
arrancar até arranca, mas de cada vez que carrego na embraiagem, o ronco que vem do motor é tão assustador, que Deus me livre!
mas o pior é a fumarada (para além das óbvias razões ecológicas), que vergonha!
e o pivete no interior a óleo queimado não ajuda nada!
ah e a embraiagem faz um barulho de porta a ranger, mas isto já acontecia há para aí uns 8 anos!

ontem, juro, que ía um palerma, num carro qualquer, a olhar e a gozar... só me apetece abrir a janela e gritar: "pelo menos o meu está pago, oh anormal!"

mesmo assim só me traz boas recordações!



Apr 9, 2008

a dívida



antes de pagar a minha dívida de posts ao meu blog,
antes de relatar babada os progressos da migalha,
antes de seja o que for,
o dia de ontem tem que ficar registado para (minha) memória futura.
o dia começou bem, até às 12h tudo parecia correr como sempre,
eu de um lado para o outro de carro, um entra e sai da casa de um e da casa de outro (o meu trabalho é assim, um verdadeiro reboliço).
até que chega a última visita do dia, e lá vou eu.
estaciono o carro, numa rua íngreme, mas não tão íngreme que me fizesse sequer pensar 2 vezes antes de sair do carro.
visita feita, blá, blá, saimos para o exterior da moradia, isto e aquilo, blá, blá...
- aquela carrinha é sua?
- hã?
- aquela ali.
-se me está a falar daquela (a única na rua toda!), preta (não havia mais nenhuma!), ENFIADA de traseira no muro DERRUBADO (gradeamento e tudo!) do seu vizinho, sim É MINHA!

reconheci-a porque parecia estar igual de frente, mas bem lá mais em baixo do que o sítio aonde a estacionei, e agora acompanhada por um casal dono de uma moradia por trás do sol posto!

-se calhar não travou o carro...
-travei... ( a correr pela rua fora) travei...
confirmado, travada a bandida resvalou rua abaixo (OK NÃO A ENGATEI!)
de repente e sabendo que o telefonema que tinha que fazer ao G. não ía ser agradável, munida de um profissionalismo e uma calma aparente, terminei o trabalho que estava a fazer, e só depois voltei ao local do acontecimento!

e foi nessa altura que eu perguntei, então e o dono do muro?
- ah foi almoçar.
- (e eu já a ver que era um louco furioso que me ía gritar impropérios por ter destruído a sua propriedade) hã?
-agora para resolver isso só depois de almoço.
e simpaticamente viraram-me costas, porque era hora de almoço, emprestaram-me um chapéu de chuva (porque eu não queria tirar o carro até chegar o reboque) e até já.
fiquei eu, 2 cães e a chuva.
e o muro partido e o gradeamento no chão.
depois de tratar de tudo, e já a ver que ficava para ali à espera eternamente do reboque, volta a animação, e lá aparecem os donos do muro de barriga cheia.

a-mulher-de-bata-que-anda-sempre-de-bata-e-pões-rolos-no-cabeleireiro-e-parece-que-nunca-foi-a-um-salão-de-beleza e o marido-honesto-trabalhador-construtor-de-botas-de-biqueira-de-aço-e-que-tem-uma-familia-que-faz-tudo-até-muros-destruídos-por-uma-louca-distraída lá apareceram.
de guarda-chuva em riste, lá me disseram que não fazia mal, que eram só meia dúzia de tijolos e que (toda a gente que eles conhecem) facilmente arranjam alguém para o reconstruir.

tudo bem... tudo bem até ao momento em que a-mulher-de-bata-que-anda-sempre-de-bata-e-pões-rolos-no-cabeleireiro-e-parece-que-nunca-foi-a-um-salão-de-beleza percebe que eu estou sozinha (mas havia de estar com quem? se calhar com ela que é a dona do MURO!)
- deixaram-na aqui? (referindo-se ao vizinho)
- eu terminei o que vinha tratar com o Sr.Tal
- mas olhe que se FOSSE EU (onde estão estas pessoas, quando necessárias para resolver assuntos???) não fazia isto, deixá-la aqui, assim!
- mas não tem problema e blá blá (onde vais mulher alucinada????)
e rua acima lá foi ela descompor o vizinho
- isso NÃO SE FAZ, DEIXARAM-NA PARA ALI ASSIM!!!!!
e BLÁ BLÁ BLÁ grrrrrrrrrrrrrr

lá resolvemos tudo
e novamente foram todos embora, ufa que alívio!!

mas claro que até chegar o reboque fui a atracção-da-terra-a-tonta-que-está-se-mesmo-a-ver-que-não-travou-o-carro... TRAVEI!

(a lata das pessoas, ou a curiosidade desmedida, até de carro paravam para saber, e aqui a tonta ainda explicava)

Mar 23, 2008

interferências

guinchos, gritos, berros, "ginetes", contorcionismo e mais guinchos.
foi assim o fim de semana inteiro.

socoooooooooooorro.

 
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