Aug 16, 2008

férias

por terras do algarve.
como sempre, desde sempre.

depois dos dramas capilares...
já só espero que o meu cabelo cresça e "prontos".

depois dos dramas na vizinhança...
nunca mais ouvi um barulhinho que seja.
parece que resultou chamar a polícia.

depois de muito trabalho...
depois das férias ainda mais me espera.

cá estamos de férias por terras de figueiras e alfarrobeiras.
será que se eu apanhar as alfarrobas que por aqui proliferam fico rica?
vi alfarrobas à venda, em terra de alfarrobeiras (é só apanhar da árvore) a 0,10€ cada ?!

a net é lenta, muito lenta, a rede é fraca...
no regresso a Lisboa uma promessa de actualizar mais o blog, de dar vida a mais narigudas*

até já

Jul 2, 2008

depois de tudo



o que já lhe fiz

depois do mal que o tratei

depois de um bom corte que devia ter sido ainda mais radical

eu já só o queria hidratado, brilhante e macio

mas como?

Jun 27, 2008

de faca e alguidar

ou o filme de terror que se passa por cima da minha cabeça.

de há uns tempos para cá, por cima de mim há discussões absolutamente inacreditáveis entre um casal (que já não é novo).

chegou ao ponto de eu ter que chamar a polícia às 11 da noite tal era a gritaria.
mas o pior desse dia era a linguagem utilizada pela mulher para ofender o homem, que pelos vistos é alcoólico.
ainda que eu não quisesse (PORQUE NÃO QUERIA!!!!) fiquei a saber horrores do homem (ou pelo menos a rica opinião da sua mulher)!
nessa noite a polícia veio, mas chegou tarde demais e já não ouviu nada, portanto nem chegaram a ir a casa das criaturas.
nessa mesma noite ainda tive que voltar a chamar a polícia que já não apareceu.

o que oiço sempre é uma mulher aos gritos, furiosa, nunca oiço voz de homem, portanto nem sei se a louca está aos gritos para o telefone.

mas o pior estava para vir.
numa destas tardes, estava em casa a trabalhar, durante a tarde, quando oiço umas pancadas bem fortes.
não liguei porque a minha rua está em obras, portanto calculei que fosse isso.
para mal dos meus pecados, não eram as obras.
após as pancadas oiço uma porta a abrir e gritos estridentes de mulher a dizer que a estavam a matar, A MATAR!
eu em PÂNICO, já a ver o pior cenário corro para o telefone (que nestas alturas desaparece sempre...) enquanto oiço mais pancadas, a porta a abrir e a fechar (eu já imaginava o cenário macabro de uma mulher esfaqueada, a esvair-se, as sirenes, a polícia) e o silêncio absoluto!
foi aqui que fiquei toda a tremer porque achei mesmo que já estava morta, e bem morta!
lá chamo a polícia ( que demora sempre ou pelos menos parece...), telefono ao G. ( que ainda por cima goza) que não valoriza o terror por que eu estou a passar, telefono à minha prima R. que me tenta acalmar, ando de um lado para o outro, eu e os gatos ( que ouviram tudo e também se enervaram), sair de casa nem pensar, podia o assassino estar na escada... o drama o horror durante para aí 20 minutos!!
de repente a mulher recomeça a gritaria... bem ao menos estava viva.

chega a polícia.
batem à minha porta, eu explico, entram para tentarem ouvir alguma coisa de minha casa, e sobem ao piso do terror.
a mulher continua aos gritos, sempre ela nunca ele (se é que ele existe, já me passou isso pela cabeça!), lá abre a porta aos polícias e acaba com a gritaria.

entretanto começo eu a pensar e se ela fica enraivecida por eu ter chamado a polícia e se quer vingar de mim????
mas ela não sabe quem chamou a polícia... pois, não é bem assim!
após falarem com a desvairada, o que é que os 2 polícias decidem? Vir de novo a minha casa descrever a ocorrência!

Relato:
- A senhora diz a discussão era ao telefone (Então e os gritos que a queriam matar????);
- Que não era violência doméstica (nem os polícias acreditaram nesta versão);
- E que já estava tudo bem ( até à próxima vez).

Fiquei de telefonar de novo para a polícia, assim que haja uma discussão.
E com a sensação que há quem queira viver numa base de violência e discussões, que eu muito honestamente não entendo.
Agora o que eu não tenho, nem as outras pessoas do prédio, é de conviver com o mau estar entre este casal.
Depois do que eu ouvi, que nem sequer aqui escrevo, palavras e frases tão ofensivas, não sei como continuam juntos.
O que é certo é que desde esse dia nunca mais ouvi um som que fosse.

E mais uma vez se confirma, no meu prédio vivem pessoas de classe média, estudantes, reformados, pessoas com alguma formação, não são miseráveis, nem este é um bairro problemático, e no entanto há violência.

Nota: Já me cruzei com ela no elevador, sempre muito educada e simpática, mas sempre de óculos escuros (não quero imaginar porquê!).

Por agora tudo calmo.

Jun 25, 2008

hoje

faz 9 meses.

já dança.

se ouve uma música ou se lhe canto, dança.

Jun 24, 2008

9 fora 9 dentro

9 fora tudo.

já não sei se parece mais tempo quando estão na barriga ou se passa num instante quando estão cá fora.

9 meses.

de tudo.
de tudo diferente.
quase como acordar num outro planeta, numa outra dimensão.
um mundo paralelo, igual ao que era, mas nunca mais o que sempre foi.

9 meses.

de novidades.
de ti, de mim, de nós.

9 meses.

agora já tão diferente da migalha que era.
minima, muito magrinha.
continua magrinha e muito comprida.
continua sem apetite, ou então é de apetites, porque umas vezes parece que virou comilona.

9 meses.

já fala.
diz olá, papa, e mais umas quantas palavras indecifráveis mas intencionais.
acompanha quando lhe canto imitando os sons que ouve quase na perfeição (o "ah ah ah minha machadinha" é a preferida).

9 meses.

reconhece todos os espaços que gosta.
quando chegámos a casa das mini férias de junho gritou de alegria ao ver os gatos e a sua casa.

9 meses.

está crescida.
quer pôr-se de pé.
quer mexer em tudo.

9 meses.

nem um dente.

9 meses.

de mãe que ainda tem alguns momentos de desespero, mas que agora já percebeu que o melhor é ir-se habituando porque quando finalmente respirar de alívio a "criança" está-lhe a pôr um neto no colo e a pedir ajuda.

9 meses.

às vezes chata, às vezes birrenta.
na maioria das vezes de sorriso de orelha a orelha.

9 meses.

de noites bem dormidas.
só tivemos em 9 meses 2 noites más, ou menos boas, por causa de um nariz ranhoso.
sempre dormiu bem.
nunca foi preciso adormece-la, basta deitá-la na sua cama.

9 meses.

de mãe, de pai, de filha.

9 meses.

temos uma menina linda!

Jun 23, 2008

apaguei todas as fotos

porque não gosto de ficar a pensar que podia ter feito o que já devia ter feito.

decidi que não publico mais fotos da R. aqui no blog.

no flickr também já só estão acessíveis para amigos.

a única razão que me leva a fazer isto é porque cheguei à conclusão que um dia ela pode não achar graça nenhuma (até podia ser o contrário, ela um dia me dirá).

mas também decidi manter o blog, até porque já não conseguia deixar de aqui vir e daqui partir para ler outros tantos de que tanto gosto.

E para as "Manas" Ranha: obrigada pelos comentários e por terem sentido a nossa falta, não deixámos nunca de vos ler e visitar no flickr, temos é muito menos tempo para poder comentar.

Jun 20, 2008

este blog

está ao abandono.
este também.

a vontade de continuar é muito pouca.
mas tenho pena de o apagar.
nem sei se podia gravar todos os textos para o meu pc... de uma forma rápida, claro.

tenho muito e tenho pouco para escrever.
de há uns tempos para cá fui conhecendo caras que são leitores deste blog (!)
parece contradição, mas agora tenho cada vez menos vontade de escrever as nossas peripécias, porque me parece estranho que alguém nos queira ler, mesmo pessoas que não estão muito familiarizadas com o universo bloguista.

privatizar é uma ideia que não me agrada, sobretudo porque teria que escolher os leitores, e isso é muito estranho.
não julgo ser esse o objectivo de ter um blog.

depois a questão das fotografias dos filhos... sinceramente não penso muito nisso, já publiquei imensas, não posso viver com medo de tudo, nem quero viver com medo de tudo, e parece-me que a partilha de informação que está na base da internet tem de ser preservada ainda que o mundo esteja cheio de loucos virtuais ou bem reais.

por estes dias apetece-me apagar o blog, é a minha velha mania das "limpezas", estou sempre a pensar que está tudo aqui "desarrumado" e que tenho que fazer algo.

sendo assim, e depois de tanto tempo sem escrever, se sobrou algum leitor será possível dizerem-me se posso gravar o blog para o meu pc de uma forma rápida, com fotografias e tudo?

May 5, 2008

castanho



outra vez.
não aguentei ver-me loura.

anos e anos depois de muitas madeixas louras, de até ter nascido muito loura, descubro uma morena dentro de mim e já não me apetece o cabelo claro.

claro que depois da fortuna gasta no cabeleireiro nas últimas semanas, virei morena no "Pingo Doce" por 7,90€.

Apr 29, 2008

castanho, ruivo, platinado, às manchas



o meu cabelo nos últimos dias.
o drama capilar pelo qual passei ou a mania de inventar, quando devia estar muito sossegada.

o meu cabelo, já de si um tufo encaracolado meio juba meio choque eléctrico, indomável, rebelde, que me dá um ar desgrenhado, já foi de várias cores, sempre nos tons loiros, mas espaçados no tempo, NÃO NUMA SEMANA!

há cerca de 2 anos decidi que "nunquinha" mais eu faria madeixas (ou nuances ou pintar), agora iria ser uma feliz cabeça de tom natural.
e de há uns tempos para cá eu estava feliz com o amarfanhado de cabelos castanhos que me emolduram o rosto.
estava...
porque depois do parto, os meus cabelos decidiram não mais viver na minha cabeça, e assim começou a fuga da minha farta cabeleira.
caiu, caiu, caiu... a preguiça faz-me coleccionar ampolas capilares que não vão estar noutro sítio senão na caixa, na casa de banho, até ao dia que forem para o lixo.
para além de uns fiozinhos brancos que começaram a criar raízes cada vez mais fortes ao pé das orelhas.

então uma bela manhã achei que estava na hora de voltar às toucas e pratas, às tintas e descolorantes, e lá fui eu ao cabeleireiro.
ao último salão (adoro este nome pomposo) onde deveria ter ido, mas fui.
e nem o facto de a "designer de cabelos" ser estrangeira e não perceber metade do que eu disse me demoveu.

a meio do processo eu devia ter desconfiado quando a gentil nórdica fez uma careta ao espreitar para dentro das pratas, mas já estava e eu atrasadíssima só me queria despachar.
quando terminou eu estava RUIVA!
(eu pedi loiro, assim só uns fiozinhos, como se tivesse sido o sol, mais para as pontas...)

aguentei uma noite.
de cada vez que me via ao espelho, parecia que tinha uma touca alaranjada agarrada ao meu couro cabeludo.

de manhã fui a outro cabeleireiro.
um de bairro, tradicional, onde até há uma rica cadeira que faz massagens, pedir que me salvassem do pesadelo em que me encontrava.
muitos ahs de espanto depois (parece que a nórdica me encheu de manchas disformes em vez de madeixas bem feitinhas) lá deram início a mais uma sessão de pratas.

quando terminou eu estava LOIRA PLATINADA!
(eu pedi, que por favor me escurecessem o cabelo e me fizessem só uns fiozinhos, como se tivesse sido o sol, mais para as pontas...)

aguentei uma noite.
de cada vez que me via ao espelho, parecia que tinha posto a cabeça na lixívia.

na manhã seguinte fui ao mesmo cabeleireiro pedir que fizessem, POR AMOR DA SANTA, umas quantas nuances castanhas para disfarçar... eu juro que até na creche da R. me olharam de lado quando me viram "BLONDIE".
lá me fizeram o que pedi.

quando terminou eu estava 3 MADEIXAS MENOS LOIRA PLATINADA!
(as cabeleireiras não entendem que possa existir alguém no mundo que queira fazer nuances castanhas, não dá, para as suas cabecinhas amadeixadas só existe um tom de madeixas para um cabelo do tom do meu, loiras)

aguentei dias.
até porque com tanta ida ao cabeleireiro, o meu cabelo andou disfarçado de liso.
o pior foi quando o lavei e já não tive paciência para o esticar.
e logo num dia em que fui passear ao Guincho!
em dia de vento, no Guinho, a minha trunfa à solta!
loira platinada e 3 madeixas mais escuras, caracóis indefinidos num emaranhado cheio de volume, no Guincho, em dia de vento!
e lá fui eu a outro cabeleireiro, este dos mais conhecidos de Lisboa, a estação de serviço dos cabelos, onde eu já ía com a minha mãe em criança, e que merece um post por si só.
expliquei a odisseia de tons, e lá tentaram resolver.
resolveram, está um bocadinho melhor, o tom mais escuro, mas ainda com madeixas claras, assim numa espécie de "tigress", porque se se olhar bem tenho cabelos castanhos, ruivos, loiros, laranja, ah e 2 madeixas já muito palidamente rosas (sim da primeira vez cometi a loucura de as fazer... sem explicação).

se eu tivesse muita coragem, rapava.
se eu tivesse coragem cortava "à rapaz"
se eu jurasse esticar para sempre o cabelo, cortava pelas orelhas.
por agora vou aguentar.

(e ler este post da próxima vez que me passar pela cabeça ir ao cabeleireiro)

notas finais:
- eu nem gosto de ir ao cabeleireiro, 5 minutos depois de lá estar farto-me, arrependo-me sempre, mas não aprendo.
- a fotografia que ilustra o post foi tirada na esperança de "eu não estou a ver bem e se calhar não está assim tão mal", mas esticadinho e penteado é outra coisa e a foto não é assim tão realista.





Apr 13, 2008

quase 7 meses



não tarda faz 7 meses.
cresceu.
assim de repente.
já brinca muito.
"fala" que se farta.
chama por nós.
e eu acho que ela ainda não precisa de sapatos.
mas estes são o máximo, herdou-os da amiguinha M.
ontem andámos a treinar por casa, para ver se consegue ir à rua e não os perder.

Apr 11, 2008

muito mal habituada



de 1.9 TD 150 CV
para 205-junior-nem-sei-se-terá-um-pónei-sequer.

não temos direito a carro de substituição, o carro que eu entretanto vou comprar ainda não está disponível e alugar um não se justifica havendo substituto.

é é assim que o Queijinho volta à carga.
o Queijinho (ou Queijolas) é um carro mítico.
acompanhou a minha irmã durante cerca de 10 anos, há 10 anos veio para mim.
na altura já era velho.
acompanhou-me durante os anos da faculdade, carregou maquetes, colegas, papelada, aguentou-se sempre bem.
quem me conhece, conhece o Queijinho.

há uns 2 anos desisti de andar com ele, porque comecei a trabalhar no centro da cidade e andava de metro para todo o lado.
e porque o Q. começou a ter ataques e chiliques.

houve alturas em que pensei que estivesse possuído por uma alminha porque um dia à porta do Minipreço estacionei, tirei a chave da ignição e o Q. continuou ruidosamente a trabalhar.

mas esta semana voltou à carga, para me vir salvar.
amanhã vou mesmo para Mafra com ele, mas não estou a achar graça nenhuma.
quem o adora é a R.
vai ao meu lado, o que por si só é uma festa.
abana muito mais que o do pai.
cada solavanco uma gargalhada, duas gargalhadas, porque eu começo logo a rir (para disfarçar o embaraço se alguém olhar para nós)

eu sei que o que interessa é que ande.
mas habituei-me mal, porque durante algum tempo só conduzi os carros do G.
e eu que até era croma dos "xanatos" e defendia a classe.
mas quem aguenta de manhã?
para pôr a trabalhar tenho que ligar o ar, parece que vamos levantar vôo ou explodir a qualquer momento, tal é o barulho!
arrancar até arranca, mas de cada vez que carrego na embraiagem, o ronco que vem do motor é tão assustador, que Deus me livre!
mas o pior é a fumarada (para além das óbvias razões ecológicas), que vergonha!
e o pivete no interior a óleo queimado não ajuda nada!
ah e a embraiagem faz um barulho de porta a ranger, mas isto já acontecia há para aí uns 8 anos!

ontem, juro, que ía um palerma, num carro qualquer, a olhar e a gozar... só me apetece abrir a janela e gritar: "pelo menos o meu está pago, oh anormal!"

mesmo assim só me traz boas recordações!



Apr 9, 2008

a dívida



antes de pagar a minha dívida de posts ao meu blog,
antes de relatar babada os progressos da migalha,
antes de seja o que for,
o dia de ontem tem que ficar registado para (minha) memória futura.
o dia começou bem, até às 12h tudo parecia correr como sempre,
eu de um lado para o outro de carro, um entra e sai da casa de um e da casa de outro (o meu trabalho é assim, um verdadeiro reboliço).
até que chega a última visita do dia, e lá vou eu.
estaciono o carro, numa rua íngreme, mas não tão íngreme que me fizesse sequer pensar 2 vezes antes de sair do carro.
visita feita, blá, blá, saimos para o exterior da moradia, isto e aquilo, blá, blá...
- aquela carrinha é sua?
- hã?
- aquela ali.
-se me está a falar daquela (a única na rua toda!), preta (não havia mais nenhuma!), ENFIADA de traseira no muro DERRUBADO (gradeamento e tudo!) do seu vizinho, sim É MINHA!

reconheci-a porque parecia estar igual de frente, mas bem lá mais em baixo do que o sítio aonde a estacionei, e agora acompanhada por um casal dono de uma moradia por trás do sol posto!

-se calhar não travou o carro...
-travei... ( a correr pela rua fora) travei...
confirmado, travada a bandida resvalou rua abaixo (OK NÃO A ENGATEI!)
de repente e sabendo que o telefonema que tinha que fazer ao G. não ía ser agradável, munida de um profissionalismo e uma calma aparente, terminei o trabalho que estava a fazer, e só depois voltei ao local do acontecimento!

e foi nessa altura que eu perguntei, então e o dono do muro?
- ah foi almoçar.
- (e eu já a ver que era um louco furioso que me ía gritar impropérios por ter destruído a sua propriedade) hã?
-agora para resolver isso só depois de almoço.
e simpaticamente viraram-me costas, porque era hora de almoço, emprestaram-me um chapéu de chuva (porque eu não queria tirar o carro até chegar o reboque) e até já.
fiquei eu, 2 cães e a chuva.
e o muro partido e o gradeamento no chão.
depois de tratar de tudo, e já a ver que ficava para ali à espera eternamente do reboque, volta a animação, e lá aparecem os donos do muro de barriga cheia.

a-mulher-de-bata-que-anda-sempre-de-bata-e-pões-rolos-no-cabeleireiro-e-parece-que-nunca-foi-a-um-salão-de-beleza e o marido-honesto-trabalhador-construtor-de-botas-de-biqueira-de-aço-e-que-tem-uma-familia-que-faz-tudo-até-muros-destruídos-por-uma-louca-distraída lá apareceram.
de guarda-chuva em riste, lá me disseram que não fazia mal, que eram só meia dúzia de tijolos e que (toda a gente que eles conhecem) facilmente arranjam alguém para o reconstruir.

tudo bem... tudo bem até ao momento em que a-mulher-de-bata-que-anda-sempre-de-bata-e-pões-rolos-no-cabeleireiro-e-parece-que-nunca-foi-a-um-salão-de-beleza percebe que eu estou sozinha (mas havia de estar com quem? se calhar com ela que é a dona do MURO!)
- deixaram-na aqui? (referindo-se ao vizinho)
- eu terminei o que vinha tratar com o Sr.Tal
- mas olhe que se FOSSE EU (onde estão estas pessoas, quando necessárias para resolver assuntos???) não fazia isto, deixá-la aqui, assim!
- mas não tem problema e blá blá (onde vais mulher alucinada????)
e rua acima lá foi ela descompor o vizinho
- isso NÃO SE FAZ, DEIXARAM-NA PARA ALI ASSIM!!!!!
e BLÁ BLÁ BLÁ grrrrrrrrrrrrrr

lá resolvemos tudo
e novamente foram todos embora, ufa que alívio!!

mas claro que até chegar o reboque fui a atracção-da-terra-a-tonta-que-está-se-mesmo-a-ver-que-não-travou-o-carro... TRAVEI!

(a lata das pessoas, ou a curiosidade desmedida, até de carro paravam para saber, e aqui a tonta ainda explicava)

Mar 23, 2008

interferências

guinchos, gritos, berros, "ginetes", contorcionismo e mais guinchos.
foi assim o fim de semana inteiro.

socoooooooooooorro.

Mar 17, 2008

de volta



das férias.

de uma semana de novidades.

comeu bem, muito bem.

comeu tudo.

leite, iogurte e fruta, sopa, iogurte e fruta, sopa, leite.

portou-se bem, muito bem.
riu muito.
passou calor, muito calor.
porque a mãe exagera na roupa, e nos barretes, e nas luvas, e nas mantas...
aprendeu dois truques.
dar turrinhas e inclinar a cabeça.
não repete nenhuma das gracinhas.
é uma chata, não quer brincar comigo.


a viagem de avião para lá correu na perfeição.
adormeceu tanto na descolagem como na aterragem.
para cá já não correu tão bem.
um choro estridente numa mudança de fralda.
talvez fossem os ouvidos.

e hoje de regresso à creche.
nova fase de habituação.
vomitou 2 vezes.
podia ser manha, mas a pediatra refuta essa ideia.
pode ser que tenha dor de barriga ou algum vírus lhe esteja a causar mal estar.
por isso sopinha especial e leitinho dietético.
a mãe continua cansada.
andou lá pelas montanhas a ver se recordava os seus tempos de "juventude" a tentar esquiar.
ainda tive aulas para recordar que continuo uma trapalhona.
diverti-me, apesar de o meu horário livre de bébé ser à tarde e acabar por ficar sozinha.

de volta ao trabalho.

Mar 7, 2008

descanso

ou talvez não.

vamos estar por aqui durante a próxima semana.

amanhã vai ser um dia em grande.
a Migalha vai-se estrear do lado de fora da barriga numa viagem de avião.
e vão ser as nossas primeiras férias longe de casa desde o seu nascimento.
aventuras aguardam-se.

até já.

nota: mas lá porque está de férias não se livra das 2 sopas diárias, portanto na mala vai uma varinha mágica ( com muita pena minha a maquineta da chicco não cabe na bagagem).

Mar 5, 2008

enfim

hoje foi dia de ecografia.
lá fomos as duas tentar descobrir a causa da falta de apetite ou eliminar uma das hipóteses mais prováveis.

"a ecografia" ou "porque-é-que-eu-sou-tão-pateta-distraída-e-cabeça-no-ar":

enquanto esperávamos a nossa vez, eu desesperava com a minha alergia (que me deixa ranhosa, irritada, com o pingo, fungosa e sempre à beira do espirro, os quais vêm sempre em grupos de 30).
antes tomei um Xizal para me aguentar, mas não fez efeito.
portanto eu estava à beira do colapso, a achar que estava com o início de uma gripe, quase a desfalecer.
e por isso estava apalermada, surda e distraída com as minhas desgraças.
entramos para a sala, cumprimentámos a ecografista, bec bec bec bec bla bla bla bla lari lari laia litat neru bec bec bla bla bla, obrigada.
foi tudo o que percebi durante a ecografia, a R. portou-se bem, perguntámos à enfermeira se estava tudo, acenou que sim, adeus.

ainda estivemos a lanchar na cafetaria do hospital, aliás eu, porque a R. chorou, mas quando lhe dei o leite pouco bebeu.

e assim fomos para casa.
consegui pô-la a dormir a sesta e aproveitei e dormi também.

o pior foi quando toca o telefone e perguntam se era a mãe da Maria do Rosário.
- sim.
- então mas afinal onde está? falta a segunda parte do exame.
- hã?
- sim, depois do jejum dava-lhe o biberão e voltava à ecografia para ver se é o refluxo a causa do problema...
- hã?
- a médica não lhe disse?
- hã? ah o bec bec bec bec bla bla bla bla lari lari laia litat neru bec bec bla bla bla era isso? oh meu Deus!!!!
- agora só repetindo o exame... para a semana...
- oh não dá para ser agora????

e assim voltámos a correr ao hospital, a R. ainda aceitou 30ml de leite, e a ecografia foi feita.
parece que também não é refluxo.

e aqui a palerma idiota fez figura de tonta por ser tão distraída, oh burra burra!!

a falta de apetite continua, no entanto hoje comeu a sopa toda na creche, e antes de ir para a cama bebeu um biberão com satisfação (voltei a dar-lhe o S-26 AR).

um segredo (que escrito aqui deixa já de o ser): hoje cometi a ignorância, ou a insensatez, ou então até fiz muito bem, depende do ponto de vista, e juntei, é verdade, juntei sal à água do banho, e assim purguei-a ou purguei-me de más energias.
amanhã quem toma um sou eu.

Mar 4, 2008

amuada

ontem foi o primeiro dia na creche.
não correu mal, não correu bem, correu assim assim.
fomos os três logo de manhã.
a R. entrou na creche, recebeu muitos olás, sorriu muito, até ao momento em que percebeu que não conhecia ninguém.
beicinho, lágrimas, soluços.
mas lá foi ao colo da educadora, até à sua nova sala, conhecer os amigos.
olhou para tudo, com um ar sério (nada usual nela).
esteve sempre muito atenta.
estivemos um bocadinho a conversar e depois fomos embora.
nos primeiros dias vai só de manhã, para se ir habituando.
há hora do almoço lá a fui buscar.
entrei na creche, um silêncio absoluto.
comecei a subir as escadas, e começo a reconhecer um choro (incrível como soube logo que era a R.).
Rosarinho ao colo da educadora, a ser embalada e a chorar.

balanço do primeiro dia:
- estranhou;
- comeu metade da sopa (ontem foi um dia sim);
- cuspiu a fruta;
- não dormiu a sesta;

não correu muito bem.

mas o mais engraçado, ou sem piada nenhuma, foi a forma como me recebeu.
assim que me viu e veio para o meu colo, calou-se.
vestiu o casaco, e fomos para o carro.
no caminho nem olhou para mim.
eu falava e ela virava a cara, e sorrisos nem pensar, só um esgar muito ao de leve, tipo simpatia.

é verdade, a R. amuou e deixou de me falar.
passou o resto da tarde na casa da minha mãe, e para a avó sorriu e portou-se como sempre.
só ao fim da tarde é que me voltou a falar.

hoje já a fui encontrar mais bem disposta, mesmo assim ao colo da educadora.
toda entretida a ver os outros bébés.
hoje já não comeu a sopa, mas devorou a pêra (hoje foi um dia não)
e novamente amuda comigo.

será possível?

Mar 3, 2008

desaparecidas em combate

não tem sido fácil, mas isso já não é novidade.
a R. se comia mal, agora está muito pior.

eu estou à beira de enlouquecer ou então de deixar andar e não me preocupar mais.
ou fico louca ou passo a ser uma mãe conivente com as vontades de sua excelência.

não quer comer, não come.
mas isso seria o cenário ideal, e como é lógico eu não consigo, e daí a passar-me é um instante.

os dias têm sido longos, cheios de trabalho, uma loucura.
a R. ou tem um dia bom (no caso dela é mais ou menos) em que come 2 sopas e 3 colheres de fruta e mais uns biberões, ou tem um dia péssimo e não come nada.
ontem não comeu, ou comeu uma sopa à força, e mais nada.

hoje foi o primeiro dia de creche, telefonei para lá e claro que ainda nem tinha pedido nada.
está desde as 6h30 sem comer, enfim...

eu sinto-me a pior mãe do mundo.
quando deveria estar aqui a relatar o seu primeiro dia dos próximos 25 anos de vida académica (esperando que assim seja), só me queixo da sua falta de apetite.

estou mesmo exausta, não é cansaço, é mesmo exaustão.
não são as fraldas, nem os biberões, nem toda a logística que envolve um bébé que me cansam.
o que me deixa à beira de um ataque de nervos (no meu caso já tive mesmo o ataque de nervos) é esta falta de apetite e a sua constante insatisfação.

questão prática:
- análises feitas, não tem alergias alimentares, não tem infecções urinárias, tem os níveis todos normais.
- ecografria marcada para despistar (ou encontrar) a causa da falta de apetite.
- voltou ao leite especial (pepti-junior e ao alfaré) para verificar se seria intolerância à proteína do leite de vaca ou à lactose.

continua sorridente e a dormir bem à noite, este pormenor tira-me toda a credibilidade junto de outros pais quando tento desabafar, porque acham sempre que se dorme a noite toda é porque eu estou a exagerar, então tomem lá esta: "DORME A NOITE TODA, só acorda para beber o biberão ( e este bebe sempre todo, o que é outro mistério!), ADORMECE SEMPRE SOZINHA, desde o primeiro dia, ACORDA SEMPRE BEM DISPOSTA!"

nem tudo podia ser um drama.

e já tem 5 meses.

Feb 20, 2008

3 birras 3 sestas

já nem ligo, ou melhor ligo, perco o controlo, fico fula, finjo que não oiço, fico com peso na consciência.

que caramba, que caramba, que caramba.

chora, grita, esperneia, põe-se roxa, faz a "ponte" (literalmente), esperneia, adormece.

acorda.

ri, ri, ri, irrita-se, irrita-se.

chora, grita, esperneia, põe-se roxa, faz a "ponte" (literalmente), esperneia, adormece.

acorda.

ri, ri, ri, irrita-se, irrita-se.

chora, grita, esperneia, põe-se roxa, faz a "ponte" (literalmente), esperneia, adormece.

acorda. ri, ri, ri, irrita-se, irrita-se.

e eu estou a ficar careca, CARECA.
os meus cabelos estão lentamente a partir para outro mundo em tufos cada vez mais gigantes.
e os cabelos brancos são uma realidade assustadora.

já estou em tratamento.
um horror.

e gorda.
e chateada.
e com uma falta de estilo que "Deus me livre".
e chata.
e a eterna falta de paciência (que toda a gente dizia que ía deixar de ter mal a R. nascesse, pois!)

sou mãe há quase 5 meses.
há 14 meses o meu corpo deixou de ser meu.
a minha vontade deixou de ser minha.

onde é que eu estou?
já não me encontro.

Feb 15, 2008

pragas

a roupa suja, a roupa por passar, a roupa passada por arrumar, a roupa lavada, a roupa lavada por estender, a roupa seca por apanhar, a roupa enrudilhada na gaveta, a roupa ao pendurão nos cabides, a roupa que tem vida própria e não há maneira de desandar de cima das cadeiras, a roupa que ninguém usa - nunca mais vai usar mas não dá a ninguém nem deita fora nem queima na marquise ( um dia vamos ter um lindo terraço e não uma gaiola ilegal) - a roupa da criança, muito pequenina mas às remessas por todo o lado (e louca da mãe lá foi comprar, gastar um dinheirão, em mais mini roupas), a senhora da roupa que aparece para a levar e de repente já está de volta com a roupa passada (e que vem sempre às 21h, quando a Migalha já está quase a dormir e carrega na campainha como se o mundo fosse acabar!?), e tudo este desabafo para não falar de meias, sobretudo as que o G. usa com os fatos... todas iguais (sim, compra sempre iguais ou muito idênticas, na mesma côr, da mesma marca), e é minha a tarefa de as juntar em pares e dobrá-las (muitas, todas iguais, compridas como lombrigas gordas, um stress).

as vizinhas, que eu nem sequer conheço, nunca vi, que vêm a correr para o carrinho da Migalha, olhar para ela, mandar-lhe gafanhotos em cima, gritar-lhe palavras desconexas e lamechas ou então gritos de glória "É uma meninaaaaaaaaa", "olá princesaaaaaa" (uma das coisas que mais me irrita é esta mania dos princípes e das princesas), ai ai.

 
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